Existe uma parte da fotografia que ninguém vê.
As pessoas enxergam o resultado final: as fotos entregues, os vídeos prontos, os sorrisos registrados, os momentos congelados. Mas por trás de cada click, existe também alguém sentindo junto. E, talvez, seja exatamente isso que torna tudo tão especial para nós.
A verdade é que, com o tempo, entendemos que nosso trabalho nunca foi apenas sobre câmeras, lentes ou direção. Sempre foi sobre pessoas. Sobre histórias. Sobre capítulos da vida que jamais acontecerão da mesma forma outra vez.

Nós entramos na vida de famílias em dias extremamente importantes: casamentos, aniversários, gestações, crianças crescendo, despedidas silenciosas que ninguém percebe naquele momento. E carregar essa responsabilidade muda a forma como enxergamos cada registro.
O Valmir, da Chroma Jaraguá, diz algo muito simples, mas que representa muito do que sentimos:
"Para mim, fotografar é sempre uma alegria. As pessoas estão vivendo momentos felizes e, poder registrar tudo isso, também me faz feliz. Ser escolhido para contar essas histórias é sempre algo muito especial."
Valmir da Silva - Fotógrafo da Chroma Foto
E é exatamente isso. Existe algo muito bonito em ser escolhido para permanecer para sempre na memória de alguém.
A Fabi também fala muito sobre algo que sentimos diariamente: enquanto estamos fotografando, o mundo parece diminuir.
"Quando estamos fotografando, entramos numa bolha. A única coisa que importa é aquele momento em que estamos imersos."
Fabiana Silva - Fotógrafa da Chroma Foto
Talvez porque, naquele instante, nós saibamos que estamos vendo algo que nunca mais vai acontecer igual. O abraço daquela avó. O jeito como um pai olha para a filha antes dela entrar na cerimônia. A criança que ainda cabe no colo. O sorriso espontâneo de alguém que nem percebeu que estava sendo fotografado.
E, talvez, uma das partes mais emocionantes do que fazemos seja justamente entender o valor que essas imagens terão no futuro.
"Tenho um cuidado especial em registrar fotos com os avós e/ou bisavós porque sempre me vem o pensamento: até quando eles estarão aqui? E o quanto essa foto fará diferença quando eles não estiverem mais."
Fabiana Silva - Fotógrafa da Chroma Foto

A verdade é que a fotografia muda com o tempo. Hoje, ela pode parecer apenas uma foto bonita. Mas daqui alguns anos, ela se transforma em memória, presença, saudade e prova de que aquele momento existiu.
O Israel descreve isso de uma forma muito sensível:
"Me sinto um privilegiado em poder preservar tantas memórias e emoções, sejam elas em fotos ou vídeos. Tantos sorrisos, gestos e histórias que eu participo..."
Israel de Oliveira - Fotógrafo e Videomaker da Chroma Foto
E acho que "privilégio" talvez seja mesmo a palavra certa. Porque participar da história das pessoas dessa forma é algo extremamente íntimo.

Nós vemos famílias inteiras se emocionando. Vemos pais chorando escondido. Vemos nervosismo antes da cerimônia, abraços demorados, reencontros, mãos dadas, olhares cheios de amor. Nós testemunhamos capítulos inteiros da vida acontecendo diante das nossas câmeras.
E eu, Pamela, talvez resumisse tudo isso da forma mais sincera possível:
"Eu amo fotografar. Acho que nenhuma outra frase resume isso. Amo estar presente em diversos momentos, amo ser a pessoa que vai registrar isso para sempre para tantas famílias e tantas histórias."
Pamela Machado - Fotógrafa e Fundadora da Chroma Foto
Porque, no final, é isso. Fotografar nunca foi apenas apertar um botão. É entender o valor de um instante antes mesmo que ele vire saudade. É perceber a importância de um abraço enquanto ele ainda está acontecendo. É eternizar pessoas, fases, sentimentos e histórias que um dia serão lembradas através dessas imagens.
E, talvez, daqui muitos anos, ninguém se lembre exatamente de quem fez o click. Mas o amor, o momento e a memória continuarão vivos. E, para nós, isso sempre será a parte mais bonita de tudo.
Fotos: Fabiana Silva/Chroma Foto e Pamela Machado/Chroma Foto --- Texto: Pamela Machado/Chroma Foto