Todo mundo fala do vestido. Da decoração. Da festa. Do cronograma perfeito. Mas quase ninguém te conta como o dia do casamento realmente é sentido por dentro.
Ele começa com o coração acelerado. Com aquela mistura de ansiedade, alegria e um leve "como assim já chegou?". O tempo parece estranho: algumas coisas demoram, outras passam rápido demais, rápido a ponto de você nem perceber que já viraram memória.

Você pisca... E já está pronta. Pisca de novo... E já está entrando para a cerimônia.
É aí que acontece algo curioso: o casamento não passa diante dos olhos, ele atravessa o corpo.
As mãos tremem. A respiração muda. O olhar procura alguém conhecido no meio das pessoas. E, quando encontra, vem aquele alívio silencioso: "é real, estou aqui."

Ninguém te conta que, mesmo esperando por esse dia, você não consegue absorver tudo. E não é falta de atenção, é que é tudo muito intenso! Tem detalhes que você nem vê. Gestos que acontecem quando você está em outro lugar, reações que surgem enquanto você vive o momento principal.
E é justamente aí que a fotografia começa a mudar tudo.

Fotografia não é só sobre registrar. É sobre devolver o que o tempo levou sem pedir licença. A fotografia te mostra: o olhar do seu pai segundos antes de te entregar; o sorriso contido da sua mãe tentando não chorar; a reação de quem estava lá, mas que você não conseguiu ver na hora. E, de repente, o dia não parece mais tão curto. Ele se expande.

Muitos casais nos dizem algo parecido depois: "A gente não lembrava que tinha sido assim!" E não porque eles esqueceram, mas porque viviam.
Viver o casamento com presença é se permitir sentir. E as fotos entram como um segundo tempo do jogo: quando tudo acalma, elas te convidam a reviver, com outros olhos, aquilo que foi intenso demais para ser absorvido de uma vez.

É por isso que acreditamos que a fotografia muda o dia do casamento. Ela não te tira do momento, ela te dá liberdade para estar inteiro nele. Sem medo de esquecer. Sem tentar guardar tudo na cabeça. Sem precisar controlar o tempo.
Você vive. A fotografia cuida do resto.

E, anos depois, quando as fotos voltam para as suas mãos, o que retorna não é só a imagem. É a sensação. O frio na barriga. O riso nervoso...
E a certeza silenciosa de que aquele dia passou rápido, mas ficou para sempre.
Texto: Pamela Machado/Chroma Fotografia - Fotos: Israel de Oliveira/Chroma Fotografia, Pamela Machado/Chroma Fotografia e Fabiana Silva/Chroma Fotografia